"Colecionadores de imóveis": por que investidores compram mais de um apartamento em cidades líderes de valorização
Especialista explica que a estratégia desses compradores experientes, que adquirem dois, três ou quatro imóveis em um mesmo local para morar, revender ou locar, considera liquidez, histórico de valorização e diversificação patrimonial. Em cidades como Balneário Camboriú (SC), o percentual de investidores recorrentes pode ultrapassar os 50% e ajuda a manter o mercado aquecido.

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Crédito: Divulgação Bruno Cassola
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Maio, 2026 — A presença de investidores recorrentes do mercado imobiliário de alto padrão tem sido cada vez maior em cidades com alta valorização, como o litoral norte de Santa Catarina. A região concentra quatro dos cinco municípios com metro quadrado mais valorizado do país (FipeZap) e atrai um perfil específico de comprador: o “colecionador de imóveis”, que adquire múltiplas unidades para proteção patrimonial e rentabilidade. Segundo o corretor e especialista em mercado de luxo, Bruno Cassola, com quase 20 anos de atuação no Sul do país, mais de 60% de sua base ativa clientes possui dois ou mais imóveis na região de Balneário Camboriú e da Praia Brava de Itajaí.
“Quem já conhece essa região entende o potencial de valorização e passa a tratar o imóvel como uma reserva estratégica de capital. Esse tipo de investidor aposta em diversificar os ativos dentro do próprio mercado, escolhendo diferentes produtos e momentos de compra”, afirma Cassola. De acordo com o especialista, esses clientes também acompanham os ciclos de desenvolvimento urbano, lançamentos e a evolução de preço por metro quadrado para orientar novas aquisições.
O especialista explica que a lógica desses investimentos combina fatores objetivos e percepção de segurança. “Estamos falando de cidades com infraestrutura consolidada, qualidade de vida, segurança e liquidez. O investidor sabe que, ao comprar bem aqui, dificilmente terá problemas para revender ou gerar renda”, diz. Cassola destaca que o histórico de valorização contínua de Balneário Camboriú, que está no topo do ranking nacional da FipeZap há quatro anos e tem casos em que o metro quadrado chega a R$ 100 mil, impulsionado por turismo, expansão urbana e projetos de alto padrão, reforça a confiança de quem já atua no mercado local.
O corretor também diferencia os perfis de compra. De acordo com ele, há três estratégias principais: uso próprio, renda e revenda. “Quem compra para uso busca localização e conforto, muitas vezes com foco em segunda moradia. Já o investidor de renda pensa em locação e fluxo mensal. E o de revenda fica mais atento ao ciclo como um todo, buscando oportunidades de compra com desconto ou em fases iniciais para capturar a valorização”, explica.
Na prática, quando o mesmo investidor compra mais de um imóvel, ele ajuda a manter o mercado girando, sustentando preços e a velocidade das vendas. “Hoje, cerca de 60% das vendas que realizo são para clientes que já estão no terceiro, quarto ou quinto imóvel. É um público que entende o jogo, confia na praça e volta a investir porque já validou o resultado na prática”, afirma Cassola. Para ele, a tendência é de continuidade desse movimento, especialmente por conta da escassez de terrenos em áreas consolidadas e pelos novos empreendimentos de luxo, que elevam o patamar de preços na região.
Corretor premiado e especialista em investimentos de alto padrão, Bruno Cassola é referência nacional, oferece consultoria personalizada e análises sobre o mercado imobiliário de Balneário Camboriú e da Praia Brava de Itajaí, no litoral catarinense. Mais informações em: https://www.brunocassola.com.br/.